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STAND G10 | Galeria Estação na SP Arte 2025 | 2-6 de abril

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A Galeria Estação anuncia a representação do espólio da artista Suanê, durante a edição da SP-Arte 2025. Nascida Lucia de Barros Carvalho, Suanê adotou esse nome ainda na adolescência, após recebê-lo de um pajé do povo indígena Fulni-ô, de Águas Belas, em Pernambuco. Tia-avó de Tunga, Lucia fora casada com o também pintor Nelson Nóbrega. E a obra que Suanê desenvolveu ao longo de sete décadas está ainda por ser descoberta, em razão de uma projeção pública, até aqui, aquém de sua pertinência para os debates sobre arte moderna e contemporânea no Brasil. 

 

Suanê manteve suas atividades em ritmo intermitente, com pequenas pausas de produção, da metade dos anos 1940 a 2020. Na extensão desse percurso, sua obra assumiu formas diversas de aliar o mundo das coisas a uma dimensão cósmica da vida. Tal característica se depreende desde o início da trajetória da artista, quando da alternância entre a representação de cenas religiosas, naturezas-mortas e retratos. No final da década de 1980, Suanê dedica-se a uma série de pinturas que sugerem visões do céu e do universo. 

 

Mais adiante, nos últimos anos de trabalho, entre 2006 e 2019, a artista passa a recortar e a abrir buracos no suporte de suas peças. Passa a incorporar tecidos, cordas, madeira, plástico e lâminas de metal a seus processos; insinuando, com isso, o desejo de chegar a uma obra sem limites: capaz tanto de envolver os materiais e o espaço do entorno em sua constituição física, como de aludir ao cosmos, ao incomensurável do universo, a partir dessa materialidade ordinária – das formas, cores, texturas e brilho de seus elementos. A primeira exposição de Suanê na Galeria Estação está prevista para ocorrer entre abril e julho deste ano, com curadoria de Ivo Mesquita.

 

A partir destas novidades, a Estação organizou, para seu estande na SP-Arte deste ano, uma seleção de obras de artistas históricos e contemporâneos. São eles, além de Suanê, Cardosinho, Itamar Julião, Deni Lantz e Renato Rios. O conjunto compreende, assim, trabalhos raros, que não são expostos em situações públicas há bastante tempo, e inéditos, produzidos recentemente, sem que tenham sido, ainda, exibidos em mostras. 

 

De Cardosinho, a galeria reúne um grupo de pinturas de paisagens do Rio de Janeiro, realizadas entre o início da década de 1930 e a metade dos anos 1940. Nestas telas, é notável a habilidade de Cardosinho como artista sem instrução formal, mas ilustrado, que construía suas imagens com base em gravuras e fotografias impressas em livros, jornais, revistas e cartões-postais. Provém daí, inclusive, a qualidade meticulosa e, ao mesmo tempo, desarmada, solta, de suas figurações.

 

Conhecido por suas representações de animais, Itamar Julião comparece a esta seleção de obras com duas esculturas verticais em que macacos e onças se distribuem por estruturas curvas, evocativas de galhos e folhagens. Em ambas as peças, o rigor da artesania de Julião fica evidente tanto no entalhe das volumetrias quanto nos detalhes dos pelos dos bichos, dos veios dos galhos, das nervuras das folhas...

 

Dos artistas contemporâneos que representa, a Estação apresenta, nesta edição da feira, pinturas dos últimos dois anos da produção de Renato Rios. E, nesses trabalhos, o artista leva adiante seu jogo de repetições e diferenças, montado a partir da seriação de formas e da alternância de cores entre figura e fundo. Os resultados acabam por produzir, nas superfícies, vibrações e movimentações virtuais. Ou criando, com isso, uma espécie de geometria metafísica, atravessada de simbologias.

 

Por fim, a produção recente de Deni Lantz deixa manifesto o processo de depuração por que passa seu trabalho. Desde 2010, pelo menos, o artista opera com uma pintura que é, ao mesmo tempo, atmosférica – aérea, construída na aplicação, raspagem e deposição de tinta na tela ou na madeira – e pontuada por marcações que de fato orientam a superfície do trabalho, sobretudo pelas relações que estabelecem uma com a outra, entre aproximações, distâncias, semelhanças, diferenças etc. Nesses campos enevoados, a obra insinua, por vezes, a visão de paisagens. Por outras, figura naturezas-mortas. Por outras, ainda, sugere ritmos visuais, ou um conjunto em aberto de ideias, ações e sentidos.  

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"O conjunto compreende, assim, trabalhos raros, que não são expostos em situações públicas há bastante tempo, e inéditos, produzidos recentemente, sem que tenham sido, ainda, exibidos em mostras."

CARDOSINHO

DENI LANTZ

ITAMAR JULIÃO

RENATO RIOS

Suanê (Lúcia Suanê Carvalho Nóbrega)

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SP Arte 2025

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2 a 6 de abril de 2025

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